Avaliação de Tecnologia Sustentável
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) deu início a testes operacionais com um ônibus movido a GNV e biometano, focando nas linhas de transporte coletivo da Grande Curitiba. O ônibus começou a circular na última sexta-feira, 8 de maio de 2026, na linha E12 – Afonso Pena/Centenário, que conecta São José dos Pinhais à capital paranaense. Essa rota é uma das mais movimentadas da região, o que traz uma oportunidade única para avaliar a nova tecnologia em um cenário de alta demanda.
O objetivo principal desse teste é examinar o desempenho do Volare Fly 10 GV nas condições reais de operação. A análise inclui fatores como consumo de combustível, autonomia, comportamento mecânico e conforto dos passageiros. Além disso, a Amep busca verificar a viabilidade operacional dessa tecnologia para uma possível ampliação da frota utilizando combustíveis menos poluentes.
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O ônibus em questão, o Volare Fly 10 GV, foi projetado para funcionar com gás natural veicular e biometano em diferentes proporções. Informações divulgadas pelo Governo do Paraná indicam que esse modelo pode reduzir a emissão de material particulado em até 96% e os gases de efeito estufa em até 84%, em comparação com veículos que operam exclusivamente com diesel. Esses números revelam um potencial significativo de impacto positivo no meio ambiente.
Além da eficiência energética, os testes permitirão que a Amep analise aspectos relacionados à infraestrutura de abastecimento, bem como a adaptação do sistema metropolitano a novas matrizes energéticas. O diretor de Transportes da Amep, Willian Correa, destacou que a iniciativa busca alternativas mais sustentáveis para o transporte coletivo na região, afirmando que a experiência proporcionará uma visão clara do desempenho do veículo no dia a dia das operações.
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O Volare Fly tem capacidade para acomodar até 54 passageiros e está equipado com itens que visam melhorar a experiência do usuário, como ar-condicionado, controle eletrônico de estabilidade e sistemas de monitoramento operacional. Essas características tornam o ônibus não apenas uma alternativa ambientalmente correta, mas também uma opção confortável para os usuários do transporte público.
A utilização de biometano em ônibus urbanos e metropolitanos é vista por especialistas como uma solução viável de transição energética no curto e médio prazo. Esse tipo de combustível renovável pode ser gerado a partir de resíduos orgânicos, aterros sanitários e processos agroindustriais, promovendo um ciclo sustentável que pode beneficiar diversas cidades.
No Brasil, as experiências com tecnologias alternativas ao diesel têm crescido nos últimos anos, com diversas cidades testando ônibus elétricos, híbridos, movidos a hidrogênio, além de modelos a gás natural e biometano. Em Curitiba e Região Metropolitana, já ocorreram iniciativas anteriores envolvendo ônibus a GNV, em colaborações com empresas do setor energético e fabricantes de chassis e carrocerias.
A atual iniciativa da Amep surge em um cenário onde operadores e gestores públicos estão constantemente em busca de soluções que reduzam as emissões de poluentes, sem que isso implique em aumentos significativos nos custos operacionais dos sistemas de transporte coletivo. A esperança é que, com esses testes, novas estratégias possam ser desenvolvidas, contribuindo para um futuro mais sustentável na mobilidade urbana.
