Investimentos e balanço financeiro da Saúde municipal
Na última terça-feira (26), a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba apresentou à Câmara Municipal a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. A secretária Tatiane Filipak detalhou aos vereadores os principais indicadores epidemiológicos da capital, além dos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o andamento das metas de vacinação entre janeiro e abril deste ano.
Os dados financeiros revelaram que a Saúde de Curitiba registrou uma receita total de R$ 1 bilhão no período, enquanto as despesas somaram R$ 1,1 bilhão. A audiência pública, conforme previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, funciona como um canal de transparência para que a população acompanhe os investimentos e as ações desenvolvidas na área.
Distribuição dos recursos e prioridades em saúde
Os números apontam que a atenção primária recebeu investimentos de R$ 49 milhões, enquanto a média e alta complexidade concentraram a maior parte dos recursos, com R$ 490 milhões aplicados. A vigilância em saúde registrou R$ 4,9 milhões, a assistência farmacêutica R$ 5,3 milhões e a gestão do SUS R$ 6,7 milhões. Os investimentos gerais totalizaram R$ 1 milhão no período.
Os recursos destinados ao setor de saúde pelo tesouro municipal somaram R$ 585 milhões, complementados por R$ 22 milhões provenientes de fontes diversas. Esse aporte financeiro tem possibilitado avanços em obras e projetos fundamentais para o sistema de saúde da cidade.
Obras, vacinação e inovação tecnológica
Entre os destaques da gestão estão iniciativas previstas no plano de governo do prefeito Eduardo Pimentel (PSD). Foram lançados projetos como o Hospital do Bairro Novo, a Unidade de Saúde Matriz, a licitação da UES Caximba, a nova UPA de Santa Felicidade e o Ambulatório Encantar Sul, que prometem ampliar e qualificar o atendimento à população.
A vacinação segue como prioridade diante do aumento dos casos de doenças respiratórias, típicas do período sazonal. Na última semana, Curitiba registrou mais de 20 mil casos, o que reforça a necessidade de imunização. A Secretaria orienta que grupos prioritários — crianças, adolescentes, idosos acima de 60 anos e profissionais da saúde — busquem uma das 109 unidades de saúde para receber a vacina. Também foi destacado o Dia D de vacinação em sistema drive-thru, estratégia para aumentar a cobertura vacinal.
Transformação digital da saúde pública
A transformação digital é outro ponto central da prestação de contas. Entre as iniciativas estão a Central Saúde Já, o telemonitoramento e o Consultório Digital, que visa agilizar o acesso da população aos serviços nas unidades básicas de saúde. Essas ferramentas representam um avanço importante na modernização do atendimento público.
Na prestação anterior, referente ao fim de 2025, a Secretaria informou que Curitiba possuía mais cadastros definitivos no SUS do que habitantes, com mais de 2,1 milhões de registros para uma população estimada em cerca de 1,8 milhão de moradores. Esse dado reforça o desafio e a abrangência do sistema municipal de saúde.
