Crescimento expressivo do setor tecnológico no Paraná
O mercado de tecnologia no Paraná tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos, refletindo diretamente nas oportunidades de emprego. Entre 2018 e 2025, o Estado criou mais de 55 mil vagas formais em atividades de alta e média-alta intensidade tecnológica, um aumento de 36%. Esse avanço demonstra o fortalecimento da indústria, a modernização dos serviços e a atração de investimentos para segmentos com maior valor agregado.
Um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), baseado em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), revela que o número de trabalhadores nesses setores saltou de 154.309 para 209.747 no período analisado. A classificação utilizada, seguindo critérios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), inclui áreas como indústria farmacêutica, fabricação de veículos, produção de máquinas, equipamentos eletrônicos e serviços ligados à informação.
Transformação estrutural e melhoria da qualidade do emprego
Com essa expansão, esses segmentos passaram a representar 5,5% dos 3,8 milhões de empregos formais no Paraná em 2025, crescimento em relação aos 5% registrados em 2018. Esse desempenho acompanha uma transformação estrutural da economia estadual, impulsionada pela chegada de novas indústrias, ampliação das unidades produtivas e crescimento de empresas que dependem cada vez mais da automação, digitalização, inovação tecnológica e mão de obra especializada.
De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, os avanços vão além da quantidade de vagas, refletindo também na qualidade das oportunidades. “O Estado obteve êxito não somente na questão quantitativa, alcançando o pleno emprego, mas também em termos qualitativos, gerando ocupações de maior rendimento. O crescimento das atividades tecnológicas demonstra a capacidade do Paraná de atrair investimentos, fortalecer sua base produtiva e criar oportunidades alinhadas às transformações do mercado de trabalho”, afirma.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Economia do conhecimento e impacto social
O avanço das atividades tecnológicas contribui para resultados relevantes na economia paranaense. Em 2026, o Paraná registrou a menor taxa de desocupação da série histórica para o primeiro trimestre, com índice de apenas 3,5%, indicando pleno emprego. Além disso, alcançou o maior número de pessoas ocupadas já registrado pela pesquisa.
Esses setores concentram empregos mais qualificados e melhor remunerados, elevando a produtividade e a competitividade das empresas. Dados da Rais indicam que os trabalhadores dessas áreas recebem, juntos, cerca de R$ 1,1 bilhão por mês em remunerações, com salário médio de R$ 5,4 mil mensais — 26% acima da média estadual de R$ 4,3 mil em 2025.
Além disso, a qualificação profissional é um diferencial. Cerca de 32% dos trabalhadores possuem diploma de ensino superior. Somados aos que concluíram o ensino médio, esses profissionais representam 88% da força de trabalho em atividades de alta e média-alta intensidade tecnológica.
Renda crescente impulsiona economia local
O crescimento do setor tecnológico impacta positivamente outras áreas da economia. Remunerações mais altas aumentam o poder de consumo das famílias, fortalecendo comércio, serviços e construção civil. Entre 2018 e 2026, o volume total de salários pagos no Paraná avançou 40,9% acima da inflação, com quase R$ 26 bilhões circulando mensalmente na economia local por meio da renda do trabalho.
Na prática, esse cenário representa mais recursos destinados a supermercados, restaurantes, lojas e prestadores de serviços, impulsionando segmentos variados e ampliando o dinamismo econômico do Estado.
Investimentos estratégicos e expansão da nova economia
Grande parte desse avanço está ligada à expansão de empresas intensivas em tecnologia que encontraram no Paraná condições favoráveis para investir. Nos últimos anos, o Estado recebeu investimentos bilionários em setores como indústria automotiva, farmacêutica, tecnologia da informação e manufatura avançada, que demandam profissionais especializados e geram vagas qualificadas.
Exemplos incluem os investimentos da Renault e DAF Caminhões para ampliar operações industriais, o crescimento da Prati-Donaduzzi em Toledo, que implantou a maior fábrica de comprimidos da América Latina, e os projetos de modernização da Positivo Tecnologia em Curitiba. Essas iniciativas impulsionam cadeias produtivas e aumentam a demanda por engenheiros, desenvolvedores, analistas de dados e técnicos especializados.
Essa expansão também reflete a política estadual de atração de investimentos, que inclui programas como o Paraná Competitivo e ações para melhorar o ambiente de negócios, incentivar a inovação, qualificação profissional e apoiar a expansão industrial. O resultado é um ecossistema favorável à implementação de projetos tecnológicos complexos e com alto valor agregado.
