Erro no sistema virtual antecipou julgamento no Paraná
O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) revisou a data de um julgamento que havia sido adiado para 2028, após o g1 destacar o caso. Segundo o tribunal, o adiamento de quase dois anos ocorreu devido a um erro material na inserção de documentos pelo sistema virtual. A nova data para a audiência foi marcada para 12 de novembro de 2026, antecipando o processo que inicialmente estava previsto para o dia 29 de abril de 2028.
Contexto do caso envolvendo agressões em Ponta Grossa
O caso remonta a junho de 2025, quando Marcos Eduardo Rosa dos Santos, conhecido como “Repórter Sassá” e dono de uma página de notícias policiais, foi filmado agredindo a ex-namorada em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. As imagens capturadas por uma câmera de segurança mostram o réu batendo na vítima e jogando o celular dela no chão. Marcos é acusado pelos crimes de lesão corporal, dano ao patrimônio e descumprimento de medida protetiva contra a ex-namorada e sua mãe.
Inicialmente, a audiência estava marcada para a tarde do dia 29 de novembro de 2026, coincidindo com o jogo da Seleção Brasileira contra o Japão na Copa do Mundo. Naquele dia, uma decisão judicial adiou o julgamento para 2028, justificando a suspensão do expediente forense no período da tarde devido ao evento esportivo, conforme o Decreto Judiciário nº 308/2026-TJPR.
Repercussão e resposta do Tribunal de Justiça
Após a publicação da situação pelo g1, o TJ-PR emitiu uma nova decisão que remarcou a audiência para novembro de 2026, corrigindo o equívoco inicial. O processo tramita no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Ponta Grossa. Em comunicado anterior, o tribunal informou que a remarcação de audiências em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo é uma orientação geral da instituição, sem comentar decisões específicas.
Depoimento da vítima e histórico do relacionamento
A vítima, então com 28 anos, relatou à polícia que vinha sofrendo ameaças por parte de Marcos Eduardo, que não aceitava o término do relacionamento. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ela revelou que manteve um relacionamento de cerca de sete anos com o acusado, incluindo um período em que moraram juntos, e que estavam separados há aproximadamente duas semanas antes das agressões.
Ela descreveu episódios frequentes de agressões físicas e verbais, além de um sentimento de impotência diante da influência que Marcos exercia na comunidade, inclusive sobre autoridades locais. “Eu sempre fiquei quieta porque ele falava que era amigo de todo mundo e que era a minha palavra contra a dele”, declarou.
Posicionamento da defesa
O advogado Fernando Madureira, responsável pela defesa de Marcos Eduardo Rosa dos Santos, enviou uma nota ao g1 destacando que o réu manifestou arrependimento público na época dos fatos e apresentou desculpas à vítima. Segundo a defesa, o acusado tomou providências para reparar os danos materiais causados e não possui antecedentes criminais, tratando-se de um ato único e isolado.
Madureira ressaltou que o réu respeita a vítima, lamenta o ocorrido e está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação, confiando no devido processo legal e nas garantias constitucionais.
Desdobramentos atuais e próximos passos
Com a correção da data da audiência, o julgamento agora está previsto para novembro de 2026, encerrando um período de adiamento que gerou questionamentos públicos. O caso segue sob análise do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e a expectativa é que a justiça prossiga com os trâmites necessários para a conclusão do processo.
