Paraná se destaca na geração de pequenos negócios
O Paraná consolidou sua posição como um dos principais polos de empreendedorismo no Brasil em 2026. De acordo com estudo recente do Sebrae, baseado em dados da Receita Federal, o estado foi o quarto que mais abriu pequenos negócios no país entre janeiro e fevereiro. Esse desempenho reforça a relevância do Paraná na economia nacional, especialmente diante do recorde registrado na abertura de microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).
Em todo o Brasil, 1.033.208 novos pequenos negócios foram formalizados nos primeiros dois meses do ano, um crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2025. O Paraná contribuiu com 74.865 desses registros, o que representa um aumento de 2,9% sobre o ano anterior. Apenas São Paulo (291.402), Minas Gerais (110.610) e Rio de Janeiro (81.162) superaram o estado no volume de novos negócios. Santa Catarina e Rio Grande do Sul ficaram na quinta e sexta posições, respectivamente, com números inferiores ao paranaense.
Importância dos pequenos negócios para a economia nacional
Segundo o Sebrae, os pequenos negócios responderam por 97,3% do total de CNPJs formalizados no primeiro semestre de 2026, evidenciando a força desse segmento para a geração de empregos e inclusão social. O presidente da instituição, Décio Lima, destacou o impacto positivo desses empreendimentos para o Brasil. Em 2025, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 80,5% do saldo de contratações do país, resultado que reflete a contribuição essencial dessas organizações para o mercado de trabalho.
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Entre os diferentes portes, o MEI domina a criação de novas empresas, concentrando 79,5% dos registros no início do ano. As microempresas representam 17%, enquanto as pequenas empresas ficam com 3,5%.
Setores que lideram o crescimento dos pequenos negócios
O setor de Serviços foi o principal responsável pela abertura de pequenos negócios até fevereiro. Nessa área, os MEIs tiveram um aumento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as micro e pequenas empresas registraram queda de 2,9%. Em fevereiro, as empresas de Serviços corresponderam a 65% do total de novos pequenos negócios. Comércio, Indústria e Construção aparecem nas sequências, com participações de 19,6%, 7,6% e 6,8%, respectivamente.
No segmento dos MEIs, as atividades mais frequentes, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), foram empresas de malote e entrega (32.213), transporte rodoviário de carga (29.732), publicidade (23.843), serviços de beleza como cabeleireiros (21.258) e fotocópias e preparação de documentos (21.054).
Já entre as micro e pequenas empresas, as atividades que mais se destacaram foram atenção ambulatorial realizada por médicos e odontólogos (6.464), serviços administrativos combinados (5.701), atividades de saúde diversas, excluindo médicos e odontólogos (5.532), restaurantes e estabelecimentos de alimentação e bebidas (3.569), além de publicidade (3.484).
