Arte e conservação em evidência na Mata Atlântica
Artistas de várias partes do mundo se uniram para retratar quatro das espécies mais emblemáticas e ameaçadas da Mata Atlântica na exposição “Espécies de Animais Ameaçados da Mata Atlântica no Paraná”. A mostra está aberta ao público no Armazém Macedo, em Antonina (PR), até 18 de setembro. A iniciativa celebra mais de 40 anos da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e os 10 anos da Artists & Biologists Unite for Nature (ABUN), rede que conecta arte e conservação da biodiversidade. A entrada é gratuita.
Obras internacionais homenageiam espécies ameaçadas
As obras expostas foram produzidas por artistas da Polônia, Alemanha, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Equador, Venezuela, Nova Zelândia e Brasil. Elas homenageiam o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-de-peito-roxo, o mico-leão-da-cara-preta e a jacutinga — espécies que simbolizam décadas de esforços de conservação da Mata Atlântica.
Inaugurada em 18 de agosto, a exposição funciona de segunda a domingo, das 9h às 17h, e integra uma mostra itinerante. Informações sobre as próximas etapas podem ser consultadas no site da SPVS.
União entre arte, ciência e conservação
Mais que uma exposição artística, a mostra aproxima o público das espécies ameaçadas e das histórias de proteção que garantem sua sobrevivência. As obras transformam conhecimento científico em sensibilização, facilitando o contato das pessoas com a biodiversidade brasileira.
Destaque para o papagaio-de-cara-roxa, espécie endêmica do litoral do Paraná e de São Paulo, que ganhou reconhecimento internacional por sua recuperação populacional, resultado do trabalho da SPVS desde o fim da década de 1990. Também estão presentes na exposição o papagaio-de-peito-roxo, uma das aves mais ameaçadas das áreas naturais com araucária; o mico-leão-da-cara-preta, um dos primatas mais raros do mundo; e a jacutinga, ave fundamental para a regeneração de áreas naturais devido ao seu papel na dispersão de sementes.
Leia também: O Fantasma de Friedrich: Musical Curitibano Chega Renovado a São Paulo com Pop Ópera Punk
Leia também: F1: Russell domina treino livre em Monza enquanto Bortoleto enfrenta desafios com pneus macios
Quatro décadas dedicadas à proteção da natureza
Fundada em 1984, a SPVS é uma das organizações mais tradicionais do Brasil na conservação da Mata Atlântica. Ao longo de mais de 40 anos, contribuiu para proteger mais de 100 mil hectares em unidades de conservação, apoiou a criação de 65 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e mantém mais de 19 mil hectares de reservas próprias no litoral paranaense.
Além disso, a instituição mantém programas de longo prazo para a conservação das espécies retratadas na exposição. “Grande parte do nosso trabalho acontece longe dos holofotes, por meio de pesquisas, monitoramentos e ações permanentes”, comenta Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.
Segundo ele, a exposição evidencia o alcance global da causa ambiental. “Ver essas espécies retratadas por artistas de diferentes países mostra que a conservação da biodiversidade ultrapassa fronteiras. A arte aproxima as pessoas da natureza, despertando emoções e senso de pertencimento.”
Parceria internacional em defesa da biodiversidade
Criada em 2016, a ABUN reúne artistas especializados em natureza e vida selvagem e atua em parceria com organizações conservacionistas para valorizar a biodiversidade por meio da arte. Ao longo de uma década, a rede desenvolveu projetos em diversos continentes, conectando artistas, cientistas e instituições em torno da preservação de espécies ameaçadas.
Leia também: Sesc PR celebra 80 anos com turnê de shows imperdíveis pelo Paraná
Leia também: Xuxa anuncia turnê ‘Último Voo da Nave’ com shows em Curitiba e Belo Horizonte
Kitty Harvill, cofundadora da ABUN, destaca a importância da mostra para a proteção da Mata Atlântica. “Esta floresta sofreu grande devastação, e o trabalho da SPVS é vital para preservá-la, restaurá-la e promover seu renascimento natural. A exposição celebra quatro décadas da SPVS, uma década da ABUN e o apreço por essa região tão bela.”
Engajamento por meio da arte
A exposição reforça que a conservação da biodiversidade é um compromisso coletivo que ultrapassa barreiras culturais e geográficas. Ao reunir artistas de diferentes culturas em torno das espécies ameaçadas da Mata Atlântica, a mostra inspira novas formas de engajamento em sua proteção.
O evento é resultado de uma parceria entre ABUN e SPVS, que unem arte, ciência e educação para aproximar o público das riquezas naturais brasileiras e fomentar a consciência ambiental.
Serviço
Exposição: Espécies de Animais Ameaçados da Mata Atlântica no Paraná
Período: 18 de agosto a 18 de setembro de 2026
Local: Armazém Macedo – Rua Marquês do Herval, 136 – Antonina (PR)
Horário: Segunda a domingo, das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Realização: ABUN (Artists & Biologists Unite for Nature) e SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental)
