Sandro Alex questiona postura de Sergio Moro na corrida pelo governo do Paraná
O ex-secretário estadual de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex (PSD), escolhido para suceder o governador Ratinho Junior, afirmou que seu principal concorrente na disputa pelo governo, o senador Sergio Moro (PL), demonstra falta de “coerência e honestidade intelectual” para administrar o estado. O candidato destaca que, apesar da tentativa de Moro de atrair o eleitorado de direita, seu vínculo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apoio declarado ao senador Flávio Bolsonaro contrastam com o posicionamento de seu próprio partido, que apoia o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado para a presidência.
Estratégia eleitoral e posição nas pesquisas
Sandro Alex tem buscado associar sua imagem à do atual governador Ratinho Junior, cuja gestão conta com aprovação de 80% da população paranaense, conforme a última pesquisa Quaest. O candidato se posiciona como o executor das obras do governo estadual, buscando consolidar sua identidade junto ao eleitorado. No levantamento, Sandro obteve 15% das intenções de voto, ficando atrás de Moro, que lidera com 37%, e do deputado estadual Requião Filho (PDT), que soma 21% e apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Críticas diretas a Sergio Moro e posicionamento político
Ao responder por que o eleitor bolsonarista e de direita deveria optar por ele em vez de Moro, Sandro Alex enumerou motivos que, segundo ele, comprometem a coerência do adversário. Entre as críticas, destaca que Moro abandonou o cargo de ministro em um momento crítico, deixando a segurança pública vulnerável, tentou desestabilizar o então presidente Bolsonaro com gravações que qualificou como falsas e não apoiou Bolsonaro em sua reeleição no Senado. Além disso, apontou que Moro votou para indicar ao Supremo Tribunal Federal o senador Flávio Dino, do PCdoB, partido alinhado ao PT, e ressaltou a incoerência do partido de Moro, que agora caminha junto a figuras que ele mesmo criticou severamente.
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Processo de escolha para a candidatura e impacto da gestão Ratinho
Sobre o processo que o levou a ser o candidato oficial do PSD, Sandro Alex explicou que o governador Ratinho Junior enfrentou a decisão entre grandes nomes da base, incluindo Alexandre Curi, Rafael Greca e Guto Silva. A definição do nome ocorreu após avaliação da população, que reconhece a gestão pelas obras realizadas. Sandro destacou que, ao contrário dos adversários, não estava focado em campanha há anos, pois atuava diretamente na execução dos projetos do governo.
Questionado sobre a influência da presença do governador em sua candidatura, Sandro Alex afirmou que a defesa do governo é natural e essencial, reforçando a continuidade administrativa. Ratinho Junior tem aparecido em propagandas eleitorais ao lado do candidato, o que, segundo Sandro, transmite à população a garantia da manutenção das políticas atuais.
Relação com a candidatura presidencial e posicionamento partidário
Apesar do PSD apoiar Ronaldo Caiado na eleição presidencial, Sandro Alex deixou claro que seu voto será para Flávio Bolsonaro, caso este chegue ao segundo turno. Ele ressaltou sua coerência na oposição ao PT e afirmou que sua trajetória política foi construída junto ao governo Bolsonaro, incluindo parcerias com figuras como o ministro Tarcísio de Freitas.
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Políticas de privatização e concessões sob avaliação
Sobre as críticas à gestão Ratinho relacionadas às privatizações de estatais, como a Copel, e à concessão de rodovias, Sandro Alex defendeu as medidas adotadas. Ele salientou que as concessões foram realizadas em parceria com o governo federal e que a Copel continua com o povo do Paraná como maior acionista. Rejeitou a ideia de reestatização e ressaltou a importância de respeitar contratos para garantir o setor produtivo do estado.
A disputa pelo governo do Paraná segue marcada pela polarização entre os candidatos e pela articulação em torno da continuidade ou mudança nas políticas públicas estaduais. O próximo movimento político será decisivo para consolidar alianças e definir os rumos da campanha nos meses que antecedem o primeiro turno.
