Panorama da disputa ao Senado pelo Paraná
Neste domingo, 4 de outubro, nove candidatos concorrem às duas cadeiras do Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. Entre eles, Alexandre Curi, Cristina Graeml, Deltan Dallagnol, Dr Rosinha, Filipe Barros, Gleisi, Joaquim do MLB, Karen Guerreiro e Marcelo Marcelino. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu oito registros, enquanto o do ex-procurador Deltan Dallagnol está sob recurso. Marcelo Marcelino, do Partido da Causa Operária (PCO), teve sua candidatura indeferida, mas aguarda julgamento em instância superior.
Como será o processo de votação para o Senado
Nas urnas eletrônicas, cada eleitor terá direito a dois votos para senador. A renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado significa que 54 senadores serão eleitos, dois por estado e dois pelo Distrito Federal, para mandatos de oito anos. O voto para senador exige a digitação de um número de três dígitos, em duas telas consecutivas. É obrigatório escolher candidatos diferentes em cada voto, pois o segundo voto para o mesmo candidato será anulado. Não há necessidade de votar em candidatos do mesmo partido.
Detalhes das candidaturas e suas composições
O Republicanos (REPUBLICANOS) lançou Alexandre Curi, que concorre com o número 100. Seu primeiro suplente é Dudu Potencial, também do Republicanos, e o segundo, Nelson Padovani, do Progressistas (PP). Cristina Graeml, do Partido Social Democrático (PSD), disputa com o número 555, tendo Jackson André e Marcos Baumgart, ambos do PSD, como seus primeiros suplentes. Vale destacar que a chapa passou por mudanças recentes, com renúncias e redistribuições de suplências.
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Deltan Dallagnol representa o Partido Novo (NOVO) no pleito, com o número 300. Seu primeiro suplente é Professor Picler, do Partido Liberal (PL), e o segundo, Markenson Marques dos Santos, do NOVO. Apesar do registro deferido pelo TRE-PR, a candidatura de Deltan enfrenta recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto o recurso não é julgado, o ex-procurador está impedido de realizar campanha eleitoral, inclusive de participar de debates e usar recursos públicos.
Do Partido dos Trabalhadores (PT), Dr Rosinha disputa com o número 132, tendo como suplentes Cris Wainer e Tia Celina, ambos do PT. Filipe Barros, do PL, aparece com o número 222, acompanhado de Paulo Base e Sergio Domingues, também do PL, como suplentes. Gleisi, também do PT, concorre com o número 131 e tem como primeiros suplentes Assis Gurgacz Neto, do Trabalhista (PDT), e Prof Aldair Rizzi, da Rede Sustentabilidade (REDE).
Joaquim do MLB, da Unidade Popular (UP), disputa com o número 800, com Paty Cota e Fernando Dornellas, ambos da UP, como suplentes. Karen Guerreiro representa o Partido Missão (MISSÃO), com o número 144, acompanhada por Sonni Rezini e Renato Scarante, também do MISSÃO. Marcelo Marcelino, do Partido da Causa Operária (PCO), figura com o número 290, mas seu registro foi indeferido em primeira instância e aguarda decisão em recurso, assim como seus suplentes.
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Impactos e próximos passos na disputa senatorial
A situação de Deltan Dallagnol é um dos pontos centrais da disputa. Embora o TRE-PR tenha aprovado sua candidatura, o recurso no TSE mantém sua participação sob restrições severas. Essa condição limita sua atuação na campanha, afetando diretamente sua visibilidade e capacidade de mobilização eleitoral.
Com as candidaturas confirmadas ou em processo de recurso, a disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado promete ser acirrada. O cenário envolve partidos tradicionais, como Republicanos (REPUBLICANOS), Progressistas (PP), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Liberal (PL), além de forças políticas emergentes como Novo (NOVO) e Trabalhista (PDT).
Os dados oficiais das candidaturas foram extraídos do Portal de Divulgação de Candidaturas e Contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acompanha o andamento dos registros e recursos até a definição final dos nomes aptos a concorrer.
