Arte contemporânea que convida à reflexão sobre o ritmo da vida
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, que começa em 13 de junho, inaugura uma ocupação inédita no Museu Municipal de Arte (MuMA), localizado no complexo do Portão Cultural, um dos maiores polos culturais da cidade. Com entrada gratuita, o MuMA apresenta quatro exposições simultâneas que unem arte contemporânea, tecnologia e meio ambiente, abordando temas urgentes como a aceleração da vida moderna, as transformações ambientais, a inteligência artificial e os fluxos de dados.
O projeto reúne artistas brasileiros e internacionais em instalações que misturam arte digital, videoarte, fotografia e experiências imersivas, promovendo um diálogo entre diferentes linguagens artísticas e ampliando o impacto da bienal no cenário cultural de Curitiba e região metropolitana.
“Pequenos Resets”: desacelerar em meio à velocidade da vida digital
Curada por Flávio Carvalho, a exposição “Pequenos Resets” parte da necessidade de criar pausas em uma sociedade marcada pela velocidade e excesso de estímulos. Inspirado por sua experiência pessoal com burnout, o curador propõe que a arte funcione como um intervalo necessário para reorganizar a percepção do tempo e do mundo. “Não precisamos de grandes rupturas, mas de pequenos resets”, diz Carvalho.
A mostra traz obras de artistas como Perfect L00p, RJ, Estelle Flores, Strangepeo, Marcelo Pinel, Sean McGuirk, 0nastiia, Franco Palioff e Tec Fase, que dialogam com as teorias do sociólogo Hartmut Rosa sobre aceleração social e ressonância. Além do museu, as videoartes da exposição serão exibidas diariamente nas telas dos ônibus urbanos de Curitiba a partir de 16 de junho, somando 1040 telas em 600 ônibus e 184 em quatro terminais, transformando o trajeto cotidiano em uma oportunidade para o encontro com a arte contemporânea.
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Fonte: soudebh.com.br
Crise climática e memória ambiental em “Dados Danos Desterro”
Também sob a curadoria de Flávio Carvalho, a exposição “Dados Danos Desterro” convida a uma reflexão crítica sobre a relação entre humanidade e natureza diante da crise climática global. Trabalhos de Diego de Lara, Vinicius Ferreira, Antonio Wolff e BernardoS exploram temas como memória ambiental, saberes ancestrais, devastação ecológica e a urgência da preservação dos ecossistemas. Essa mostra aprofunda o debate sobre os impactos da ação humana no planeta, promovendo uma leitura integrada entre arte e meio ambiente.
Explorando a desmaterialização e o olhar na era digital
A programação internacional do MuMA inclui “PÓ (Polvere) – Vestígios de matéria, memória e laços invisíveis”, com curadoria de Chiara Franceschini e Massimo Scaringella. A exposição traz obras de Davide Boriani, Julia Bornfeld, Matteo Mezzadri e Alberto Salvetti, que investigam a crescente desmaterialização da experiência contemporânea e as conexões entre memória, inteligência artificial, vigilância e dados. A poeira, elemento central da mostra, simboliza os vestígios que permanecem em um mundo cada vez mais digitalizado.
Na Sala Poty Lazzarotto, “Relações nômades da visão”, com curadoria de Massimo Scaringella e convidados Lin Shuchuan e Gu Zhenqing, reúne artistas da América Latina, Europa e Ásia para refletir sobre as transformações do olhar na era do big data e das ecologias digitais. A exposição articula instalações, linguagens experimentais e processos participativos que abordam tecnologia, memória, ativismo e novas formas de percepção do mundo contemporâneo.
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Fonte: agazetadorio.com.br
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Conexões entre arte e cotidiano na 16ª Bienal de Curitiba
As quatro exposições do MuMA dialogam diretamente com o conceito central LIMIARES, que norteia a 16ª Bienal de Curitiba. Entre corpo e código, natureza e tecnologia, memória e futuro, as mostras criam experiências que deslocam o olhar e abrem novas possibilidades de conexão entre arte e vida cotidiana.
Para Flávio Carvalho, a arte contemporânea tem um papel fundamental em um mundo saturado de informações e urgências. “A arte nos permite interromper esse fluxo e experimentar outras temporalidades. Essa é sua maior potência”, afirma.
Realizada pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, em parceria com MON, MAC Paraná e Paraná Festival – Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba pode ser acompanhada pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba, @cubic.bienal, @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no TikTok @bienaldecuritiba.
