Desafios na campanha de Sergio Moro para o governo do Paraná
Sergio Moro declarou intenção de governar o Paraná, mas sua campanha tem revelado dificuldades em demonstrar conhecimento aprofundado do Estado. Durante sabatina na Jovem Pan, na segunda-feira (17), Moro afirmou ter visitado a “Santa Casa de Cascavel” — hospital que não existe na cidade. A menção serviu para defender proposta na área da saúde, citando um déficit mensal de R$ 500 mil apontado pela direção da instituição. No entanto, o erro no nome do hospital compromete a credibilidade da referência, transformando uma gafe em questão política relevante.
Erros frequentes evidenciam falta de domínio local
O episódio se torna mais preocupante considerando que Moro morou em Cascavel no início da carreira como juiz federal. Além disso, ele já cometeu outras confusões em sua campanha. Em Paranaguá, confundiu o termo “parnanguaras”, usado para designar os moradores da cidade, com uma referência a indígenas. Em outra ocasião, ao expor proposta para transporte metropolitano, não soube informar o valor da tarifa da Região Metropolitana de Curitiba, precisando que o entrevistador o auxiliasse. Também citou equivocadamente uma cidade mineira como se fosse localizada no Paraná.
Conhecer o território é requisito essencial para governar
Erros isolados podem acontecer, mas quando se formam um padrão, indicam falta de preparo. As imprecisões sobre Paranaguá, transporte público, Monte Carmelo e a saúde em Cascavel mostram que Moro enfrenta dificuldade em dominar informações básicas sobre o Estado que pretende administrar. A carreira construída com foco em leis, processos e combate à corrupção não garante domínio sobre a gestão pública, que exige conhecimento concreto sobre cidades, serviços e infraestrutura.
Apesar de ainda liderar pesquisas e manter força eleitoral, a campanha de Sergio Moro traz à tona uma questão fundamental: até que ponto ele conhece o Paraná que deseja governar? O próximo passo de sua trajetória política dependerá da capacidade de mostrar esse domínio e responder às demandas do Estado.
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