Curitiba e sua tradição em Copas do Mundo
Em meio à atmosfera vibrante das Copas do Mundo, quando torcedores de várias nações se encontram nas ruas e arquibancadas, Curitiba carrega uma história importante no cenário do futebol mundial. A capital do Paraná recebeu seis partidas em Mundiais, divididas entre os estádios Vila Capanema e Arena da Baixada, durante as edições de 1950 e 2014, quando o Brasil foi sede do torneio.
Em 1950, Curitiba foi uma das seis cidades brasileiras escolhidas para sediar jogos, ao lado de grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Mais de 60 anos depois, em 2014, voltou a ganhar destaque, desta vez com a Arena da Baixada como palco, que passou por reformas significativas para receber a competição, incluindo melhorias urbanas em áreas próximas.
Jogos marcantes na Vila Capanema durante a Copa de 1950
O primeiro confronto em Curitiba aconteceu em 25 de junho de 1950, quando a Espanha venceu os Estados Unidos por 3 a 1, em jogo válido pelo Grupo B. A partida, disputada na Vila Capanema, reuniu mais de 9.000 torcedores. Os americanos abriram o placar com John Souza, mas a Espanha virou o jogo com dois gols de Basora e um de Zarra. Essa vitória foi fundamental para a campanha espanhola, que terminou a fase inicial na liderança do grupo e avançou para o quadrangular final da competição.
Quatro dias depois, em 29 de junho, a Vila Capanema recebeu outro jogo decisivo: Suécia e Paraguai empataram em 2 a 2 pelo Grupo C. A seleção sueca, após vencer a Itália na estreia, precisava apenas do empate para garantir vaga na fase final, eliminando o Paraguai. A Suécia terminou o Mundial de 1950 em terceiro lugar, atrás somente do Uruguai e do Brasil.
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Retorno de Curitiba à Copa do Mundo em 2014
Após mais de seis décadas, Curitiba voltou a ser uma das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014. A Arena da Baixada, casa do Athletico, passou por uma reforma intensa que quase comprometeu a permanência da cidade no torneio. Em fevereiro daquele ano, a FIFA chegou a pressionar os organizadores devido aos atrasos, mas a confirmação das garantias nas obras garantiu os quatro jogos previstos na fase de grupos.
Na abertura dos jogos da cidade, em 16 de junho, Irã e Nigéria empataram sem gols diante de 39.081 torcedores. O duelo pelo Grupo F não teve grandes emoções, mas marcou a volta de Curitiba ao mapa das Copas do Mundo após 64 anos.
Partidas emocionantes na Arena da Baixada
O segundo jogo em Curitiba, em 20 de junho, trouxe mais emoção com o confronto entre Honduras e Equador pelo Grupo E. Honduras abriu o placar com Carlo Costly, mas Enner Valencia, protagonista da seleção equatoriana, empatou e garantiu a virada por 2 a 1, diante de 39.224 espectadores. Valencia segue como peça-chave do Equador até a disputa da Copa de 2026.
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Um dos jogos mais aguardados foi a presença da Espanha, campeã mundial anterior, que enfrentou a Austrália no dia 23 de junho. Já eliminada, a Espanha venceu por 3 a 0, com gols de David Villa, Fernando Torres e Juan Mata, diante de 39.375 torcedores. Embora sem chances de classificação, a partida marcou a despedida da equipe na Arena da Baixada.
Despedida memorável com Argélia e Rússia
O último jogo da Copa em Curitiba foi no dia 26 de junho, entre Argélia e Rússia, pelo Grupo H. A partida ficou marcada pela presença expressiva da torcida argelina e pela geração promissora do país, com nomes como Riyad Mahrez e Islam Slimani. A Rússia abriu o placar cedo, mas Slimani empatou no segundo tempo, garantindo o empate por 1 a 1 e a primeira classificação da Argélia às oitavas de final em Copas do Mundo.
Com esse resultado, Curitiba encerrou sua participação no Mundial de 2014 com momentos que uniram a paixão local aos grandes nomes do futebol internacional, reforçando o papel da cidade como palco de jogos decisivos e históricos.
