Início da transição e planejamento do secretariado
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), confirmou que a transição de governo já está em andamento, mas mantém cautela na definição do secretariado e da nova estrutura administrativa. Em entrevista à CBN Curitiba, ele ressaltou que as decisões sobre a equipe serão tomadas gradualmente, visando concluir as principais mudanças até janeiro para acelerar a implementação do plano de governo. “Tudo a seu tempo. Nada se define na semana seguinte às eleições”, afirmou Moro.
Colaboração institucional e diálogo com o atual governo
Moro revelou ter mantido conversas com o governador Ratinho Junior (PSD), que se colocou à disposição para colaborar com o processo de transição. Também destacou o diálogo com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (Rep), considerado um “estadista” no processo. As conversas envolvem o acesso a dados financeiros do Estado, avaliação dos programas em andamento e possíveis ajustes no orçamento de 2027.
O governador eleito detalhou que uma equipe já trabalha na transição e que a intenção é articular contatos com o grupo que será definido para receber as informações necessárias. Ele reforçou a intenção de manter uma relação institucional e respeitosa com os atuais governantes, independentemente das disputas eleitorais. “Não vamos fazer um governo de vingança”, pontuou.
Redução de secretarias e foco em eficiência administrativa
Questionado sobre a composição do secretariado e expectativas dos aliados, Moro ressaltou que a prioridade atual é compreender a situação administrativa do Paraná e planejar uma reorganização da estrutura do governo. Ele reiterou a promessa de reduzir o número de secretarias, ainda sem detalhar quantas serão extintas ou incorporadas, enfatizando que o objetivo é diminuir a burocracia, aumentar a eficiência e cortar despesas.
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“Queremos, sim, enxugar a máquina para reduzir a burocracia, ter uma gestão mais dinâmica e também mais econômica, porque cada centavo economizado é dinheiro que a gente vai aplicar na ponta, em favor do cidadão”, declarou o governador eleito. Sobre a equipe, Moro afirmou que pretende escolher nomes técnicos para as secretarias e que já tem algumas pessoas em vista, mas evitou antecipar indicações para respeitar o momento adequado.
Prioridade política e articulação na Assembleia Legislativa
Mesmo com o foco na transição estadual, Moro destacou que sua prioridade política imediata é a eleição presidencial, especialmente o apoio ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Ele participou de um ato em Brasília e destacou a importância de ter um aliado no Palácio do Planalto para o Estado do Paraná.
Na Assembleia Legislativa, Moro informou ter recebido contatos de deputados de diversos partidos interessados em dialogar para a formação de uma base de apoio ao futuro governo. Com 20 deputados eleitos pela coligação, o governador eleito pretende ampliar o diálogo para facilitar a aprovação de projetos, pautando-se na defesa da liberdade econômica, redução da carga tributária e respeito à autonomia legislativa.
Reformas econômicas e melhoria dos serviços públicos
Na área econômica, Moro planeja discutir com o setor produtivo alternativas para recuperar a competitividade do Paraná. Ele citou a alíquota geral do ICMS, atualmente em 19,5%, e defendeu uma redução gradual da carga tributária, desde que o equilíbrio fiscal seja mantido. O governador eleito também reconheceu a complexidade do mecanismo da substituição tributária, que, apesar de combater a sonegação, pode elevar custos para consumidores e empresas.
Em relação à Copel, empresa responsável pela energia elétrica no Estado, Moro ressaltou que a melhoria da qualidade dos serviços é uma prioridade. Ele pretende cobrar um plano de investimentos para reduzir as frequentes quedas de energia que afetam produtores rurais, empresários e consumidores residenciais, associando a melhoria dos serviços públicos ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos.
Combate à corrupção e segurança pública como prioridades
Moro reafirmou que pretende retomar políticas de prevenção e combate à corrupção, conectando essa iniciativa à eficiência do gasto público e ao aumento dos investimentos em áreas essenciais. Citou a experiência da Operação Lava Jato e anunciou a intenção de criar um Código de Ética da Alta Administração, formar um governo técnico e garantir autonomia aos órgãos de fiscalização.
Além disso, o governador eleito destacou a manutenção da segurança pública como uma das prioridades da gestão. Ao agradecer aos eleitores pela vitória no primeiro turno, Moro garantiu que vai honrar os votos recebidos e transformar as propostas da campanha em ações concretas a partir de janeiro.
