Investimento estratégico em ciência para a saúde pública
O Governo do Paraná lançou oficialmente o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Proteômica – Sinergia Científica a Serviço da Saúde Pública, uma iniciativa que fortalece a pesquisa e inovação na área da saúde. Com um investimento de R$ 8 milhões, o estado apoia as ações do grupo e a aquisição do Espectrômetro de Massas para o Centro Analítico Araucária, equipamento inédito na América Latina.
Avanços na pesquisa proteômica e suas aplicações
Segundo Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, o NAPI Proteômica representa um marco para a ciência paranaense ao reunir diversas instituições em uma estrutura colaborativa única no país. A proteômica, que estuda proteínas por meio de tecnologias avançadas, permite identificar alterações relacionadas a doenças, contribuindo para diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficazes.
O programa inclui pesquisas sobre bactérias multirresistentes, biomarcadores de câncer, doenças neurodegenerativas, envelhecimento da pele e uso da inteligência artificial para diagnóstico médico. Um projeto utiliza espectrometria de massas e inteligência artificial para diagnosticar doenças cerebrais sem recorrer a biópsias invasivas, enquanto outro, em parceria com o Lacen e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, foca na identificação precisa de bactérias resistentes a antibióticos.
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Fonte: soupetrolina.com.br
Impacto e colaboração na rede de pesquisa
O pesquisador Paulo Costa Carvalho, da Fiocruz Paraná, alerta que infecções por bactérias resistentes podem se tornar uma das principais causas de mortes até 2050, reforçando a importância das pesquisas. A inauguração do Centro Analítico Araucária, que abriga o primeiro espectrômetro Orbitrap Excedion Pro da América Latina, acelera esses avanços com tecnologia de ponta.
O NAPI Proteômica reúne ainda instituições como a Universidade Federal do Paraná, Universidade Estadual de Londrina, Instituto para Pesquisa do Câncer de Guarapuava (IPEC), Grupo Boticário e parceiros internacionais. Mesmo sendo recente, o programa já publicou 12 artigos em revistas científicas renomadas como Nature Communications e Nature Methods, demonstrando sua relevância para a saúde pública e a inovação no Paraná.
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Fonte: daquibahia.com.br
