Nova linha de fundição expande capacidade produtiva
A Horse Powertrain inaugurou uma linha de fundição de alumínio por gravidade na sua fábrica em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O investimento de R$ 200 milhões visa aumentar a produção anual para até 210 mil cabeçotes de motores 1.0 e 1.3. Essa expansão, segundo a empresa, pode resultar na contratação de novos colaboradores e crescimento da produção no Paraná.
Paraná escolhido por expertise e tecnologia Flex Fuel
A decisão de implementar essa tecnologia no Paraná está ligada à experiência da fábrica na produção de componentes para motores, à especialização em tecnologia Flex Fuel e à estrutura local de desenvolvimento. A unidade opera há 26 anos no estado e completa 27 anos em 4 de dezembro, conforme destacou Cleverson Rabito, diretor de operações da Horse Powertrain no Brasil.
Rabito afirmou que a empresa está preparada para crescer com a conquista de novos contratos, o que deve ampliar a equipe e a participação no mercado.
Desenvolvimento tecnológico com foco regional
O CEO global da Horse, Matias Giannini, ressaltou que o centro de desenvolvimento de Flex Fuel no Brasil atende também às operações da empresa em outros países. Ele destacou que a estratégia considera as particularidades de cada mercado e a necessidade de adaptar tecnologias às demandas regionais. “O que o Brasil precisa em termos de tecnologia é diferente do que a Europa, os Estados Unidos ou a China precisam”, afirmou Giannini.
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Os motores produzidos na nova linha serão destinados aos modelos turbo flex Horse H10 (1.0 litro) e Horse H13 (1.3 litro), comercializados no Brasil e na América Latina. O investimento de R$ 200 milhões soma-se aos R$ 100 milhões aplicados anteriormente na fabricação do motor H13. Atualmente, os motores da Horse equipam veículos da Renault, como Kardian, Kwid e Boreal.
Três tecnologias de fundição em operação na fábrica
Com a inauguração, a unidade conta com três métodos de fundição de alumínio: alta pressão, baixa pressão e gravidade. As duas primeiras tecnologias operam desde 2018. Rabito ressaltou que o investimento na fundição por gravidade representa uma oportunidade para conquistar novos Negócios, já que a empresa antecipou-se ao mercado ao trazer essa tecnologia para o Paraná.
Parte do desenvolvimento das máquinas para essa linha foi feita no Brasil, com a participação de profissionais da Horse em diversos países. O projeto envolveu transferência de tecnologia e parcerias com universidades, fortalecendo o desenvolvimento local e regional.
Formação profissional e impacto regional
Rabito destacou que a estrutura instalada pode colaborar com a formação de profissionais por meio de parcerias com instituições técnicas e universitárias. Essa integração reforça a importância da unidade para o desenvolvimento econômico e educacional da região.
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Estratégia global com foco no Brasil e no Paraná
A presença do centro de desenvolvimento de Flex Fuel no Brasil é um dos motivos que conferem importância estratégica ao Paraná para a Horse Powertrain. Giannini enfatizou que a produção local é fundamental diante das mudanças geopolíticas e comerciais que afetam a indústria automotiva global.
Ele apontou que, após um período de globalização, a indústria enfrenta um processo de “desglobalização”, em que a capacidade de produzir tecnologia localmente para atender às demandas específicas de cada região é determinante. Atualmente, a Horse possui 18 fábricas e cinco centros de desenvolvimento no mundo, incluindo o de São José dos Pinhais.
Sustentabilidade como diferencial tecnológico
A nova linha utiliza 98% de alumínio reciclado e energia proveniente de fontes renováveis, além de contar com certificação de aterro zero. O processo incorpora inteligência artificial para validar as peças e sistemas integrados para fusão e transporte, o que reduz em cerca de 35% a emissão de CO₂ em comparação com os métodos tradicionais.
Para Rabito, essa tecnologia amplia as possibilidades de produção e posiciona a Horse Powertrain para disputar novos contratos no mercado automotivo. Giannini apontou a relevância da tecnologia Flex Fuel na estratégia de descarbonização, destacando que um motor híbrido Flex Fuel de alta performance pode ser mais eficiente e menos poluente que um carro elétrico, dependendo da matriz energética utilizada para a recarga.
