Desafios da Saúde Pública no Paraná
A demora no acesso a consultas, exames e cirurgias, além da carência de especialistas em várias regiões do Paraná, são problemas que marcam o cenário da saúde pública no estado. A concentração dos serviços nos grandes centros urbanos agrava essa situação, dificultando o atendimento para quem reside no interior. Os oito candidatos ao governo do Paraná apresentam propostas variadas para enfrentar essas dificuldades, incluindo a regionalização da rede, o fortalecimento dos postos de saúde e a construção de novas unidades hospitalares.
Propostas dos Candidatos para Melhorar o SUS
A Tribuna do Paraná analisou os planos de governo de cada candidato, seguindo a ordem da pesquisa de intenções de voto divulgada pelo instituto Alfa Inteligência. Sergio Moro (PL) propõe criar um pagamento complementar aos hospitais para aumentar cirurgias eletivas, integrar sistemas eletrônicos com inteligência artificial, ampliar teleconsultas e lançar um aplicativo para facilitar o agendamento e o acompanhamento de consultas. O candidato também prevê a construção do Hospital do Trabalhador na Região Norte de Curitiba, além de ampliar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e implementar políticas para o cuidado de autistas e pacientes com Hiperatividade (TDAH).
Sandro Alex (PSD) foca na descentralização do atendimento, propondo a construção de um hospital de trauma em Foz do Iguaçu e a regionalização da atenção domiciliar. Sua proposta inclui ainda a expansão de equipes multiprofissionais e a criação de centros especializados para idosos, autistas e pessoas com deficiência. Ele também destaca a importância da prevenção ao bullying e da vigilância epidemiológica inovadora, com monitoramento pelo esgoto.
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Iniciativas para o Interior e Atenção Especializada
Requião Filho (PDT) planeja elevar os investimentos estaduais em saúde, ampliar o cofinanciamento para municípios e implementar sistemas que permitam ao paciente acompanhar a fila por prioridade clínica. Sua proposta inclui a criação de Hospitais Regionais da Mulher e da Infância, além de fortalecer a saúde bucal e a vacinação. Luiz França (Missão) aposta na organização das filas por risco clínico e na jornada contínua de cuidado integrada entre consultas, exames e cirurgias, com uso de tecnologia para acompanhamento remoto.
Tayná Miessa (UP) defende o fim das parcerias público-privadas, com investimento integral na rede pública. Propõe também atendimento noturno e aos finais de semana nas unidades básicas, ampliação das equipes de saúde para prevenção de doenças crônicas e substituição de medicamentos psiquiátricos antigos. A candidata aposta na promoção da saúde nas escolas e na valorização das agentes comunitárias.
Fortalecimento da Rede e Valorização dos Profissionais
Alexandre Salomão (Mobiliza) pretende criar uma Tabela SUS estadual para complementar os recursos do SUS e focar nas Santas Casas e hospitais filantrópicos. Sua meta é ampliar as cirurgias eletivas e expandir a rede de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). Samuel de Mattos (PSTU) vai além ao propor a reestatização dos hospitais e laboratórios privados, construção de novas unidades e garantia de assistência integral para pessoas com deficiência. Ele defende ainda o aborto legal pelo SUS e políticas públicas para drogas.
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Adriano Teixeira (PCO) sugere acabar com limites de gastos na saúde, construir hospitais e postos, abrir cursos de medicina sem vestibular e estabelecer piso salarial para profissionais. Também quer retomar o programa Mais Médicos e validar diplomas de estrangeiros.
Contexto da Pesquisa e Importância das Propostas
A pesquisa do instituto Alfa Inteligência, com 1.200 entrevistas realizadas entre 18 e 22 de agosto de 2026, revela uma população atenta às questões da Saúde (SUS) no Paraná. O cenário expõe a urgência de melhorar o acesso, ampliar a oferta de especialistas e fortalecer a rede pública para garantir atendimento digno e eficiente. As propostas dos candidatos sinalizam caminhos distintos, mas convergem na necessidade de ampliar a cobertura e a qualidade do serviço público, com foco no impacto para pacientes, profissionais e a rede estadual de saúde.
Essa análise é fundamental para que os eleitores compreendam o que está em jogo no próximo governo e como as medidas podem influenciar diretamente a vida dos paranaenses, principalmente no interior e nas comunidades mais vulneráveis.
