Retorno ao nível Zero no combate às síndromes respiratórias
O Paraná registrou uma queda contínua nos casos e óbitos provocados por síndromes respiratórias graves nas últimas seis semanas epidemiológicas, o que permitiu que o Estado retornasse ao nível Zero, considerado cenário de normalidade, segundo o Plano de Contingência para Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Até a Semana Epidemiológica 39, o Estado contabilizou 21.014 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados e 1.021 mortes. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 14,1% nos diagnósticos e de 34,7% nos óbitos.
Monitoramento e vigilância seguem essenciais
O cenário de normalidade é definido com base nos dados do Sistema de Informação da vigilância epidemiológica da Gripe (Sivep) e indica estabilidade nos indicadores e circulação viral dentro dos padrões habituais. Apesar do avanço, a Sesa mantém a rotina de vigilância sentinela e universal para detectar possíveis surtos localizados, mudanças no padrão epidemiológico e preparar a rede de saúde para os períodos sazonais.
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, o resultado é fruto da atuação coordenada do governo, que segue acompanhando os indicadores e organizando a assistência à população, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis. “Retornar ao cenário de normalidade é uma conquista importante para o Paraná, mas não significa baixar a guarda. A queda sustentada dos casos e dos óbitos mostra que o planejamento, a vigilância e a vacinação produziram resultados concretos. Seguiremos acompanhando os indicadores e preparados para agir rapidamente diante de qualquer mudança”, afirmou.
Imunização estratégica para proteger os grupos prioritários
O controle das doenças respiratórias no Paraná foi impulsionado pelo planejamento da imunização, que priorizou idosos, crianças menores de seis anos e gestantes antes de ampliar a vacinação para toda a população. Até o início de outubro, mais de 3,4 milhões de doses foram aplicadas no Estado, alcançando uma cobertura vacinal de 56,4% entre os grupos prioritários.
Leia também: Paraná é Padrão Ouro em Vigilância de Síndromes Gripais, Reconhecido pelo Ministério da Saúde
Leia também: Montes Claros Amplia Atendimento Infantil com 14 Novos Leitos para Síndromes Respiratórias
Fonte: belzontenews.com.br
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, destaca que a combinação da vacinação planejada, vigilância ativa e organização da assistência foi fundamental para reduzir os casos graves. “A vacinação permitiu concentrar esforços nos grupos que mais precisam de proteção e ampliar essa cobertura aos poucos. Quando unimos vacinação, diagnóstico precoce, atendimento estruturado e informações claras, conseguimos diminuir as complicações e salvar vidas”, explicou.
Continuidade das ações de vigilância e prevenção
Mesmo com a normalidade, o monitoramento segue rigoroso. A Sesa mantém a vigilância laboratorial e epidemiológica por meio das unidades sentinelas, acompanha a ocupação de leitos e os registros de casos suspeitos e confirmados de SRAG.
O fluxo de atendimento das portas de entrada, notificação, investigação dos casos, classificação de risco e orientação sobre medidas preventivas e uso de equipamentos de proteção individual permanecem ativos. O Plano de Contingência também assegura estoques estratégicos de insumos, atualiza protocolos, capacita profissionais e divulga materiais técnicos e campanhas para a população e redes públicas e privadas.
Leia também: Clima e custos pressionam produção de batata no RS e no Brasil
Fonte: daquidemanaus.com.br
Maria Goretti ressalta que a estabilidade dos indicadores exige a continuidade das ações em todas as regiões do Paraná. “A normalidade é um acompanhamento constante. Mantemos vigilância e comunicação com os serviços de saúde para detectar qualquer alteração rapidamente. Essa rotina garante segurança e agilidade na resposta do Estado”, afirmou.
Reconhecimento nacional pelo enfrentamento das SRAGs
O Paraná é referência nacional no combate às Síndromes Respiratórias Agudas Graves. Essa posição foi reforçada em oficina que reuniu gestores e técnicos de saúde pública, com participação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Ministério da Saúde. O reconhecimento destaca o trabalho integrado que tem garantido avanços no controle dessas doenças.
A Sesa reforça o chamado para que a população mantenha os cuidados preventivos, como vacinação e atenção aos sinais de agravamento, buscando atendimento médico quando necessário. A continuidade da vigilância e das ações coordenadas é fundamental para preservar a saúde coletiva e evitar retrocessos no controle das síndromes respiratórias.
