Formação de novo grupo político no Paraná
O primeiro suplente de Sergio Moro (PL) no Senado, Luis Felipe Cunha (União Brasil), declarou nesta segunda-feira, 5, que a eleição do ex-juiz ao governo do Paraná representa a consolidação de um “novo grupo político” no Estado. Cunha assumirá a vaga de Moro no Senado em 2027, quando o governador eleito deixar o mandato para ocupar o Palácio Iguaçu.
Estratégia para atuação em Brasília
Em entrevista à RPC, Cunha destacou que “temos um novo grupo político estabelecido no Paraná, liderado pelo governador Sergio Moro, que contará com três senadores alinhados”, algo inédito para o Estado. Ele ressaltou a importância do trabalho conjunto entre os representantes para fortalecer a presença política paranaense no Senado.
A partir de 2027, Cunha integrará a bancada paranaense no Senado ao lado de Filipe Barros (PL) e do segundo eleito, Deltan Dallagnol (Novo), cuja candidatura ainda aguarda decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O suplente frisou que assumir uma cadeira no Senado é uma oportunidade significativa para representar os interesses do Paraná.
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Foco na destinação de recursos e interlocução federal
O objetivo do mandato, segundo Cunha, será atuar em sintonia com o novo governo estadual, priorizando a captação de recursos para o Paraná e fortalecendo o diálogo com o Executivo federal. “Vamos conduzir um mandato que valorize o Estado e o povo paranaense, trazendo recursos e promovendo uma interlocução eficaz com o governo federal para promover melhorias concretas”, afirmou.
Com 47 anos, Cunha terá seu primeiro cargo eletivo. Ele foi eleito primeiro suplente na chapa de Moro para o Senado em 2022, que obteve cerca de 1,95 milhão de votos (33,5% dos válidos). Ricardo Guerra (União Brasil) é o segundo suplente da mesma chapa.
O mandato de Moro no Senado vai até o início de 2031. O governador eleito confirmou que manterá suas atividades no Senado durante a transição, sem se licenciar, até assumir oficialmente o governo do Paraná.
