Produtores do Paraná conhecem uso de robôs com IA no meio rural
Entre 12 e 23 de maio, um grupo de 40 lideranças rurais do Paraná participou de uma missão técnica ao Vale do Silício, na Califórnia, promovida pelo Sistema FAEP. O objetivo da viagem foi apresentar aos produtores rurais as inovações em robótica e Inteligência Artificial (IA) que podem ser aplicadas na agropecuária. Os participantes tiveram a oportunidade de visitar empresas e startups que estão na vanguarda do uso de tecnologia no campo, como Campfire, EarthOptics, BovControl, Orchard Robotics e Reservoir Farms.
Inovações tecnológicas no campo
O uso de robôs comandados por IA já é uma realidade em diversos Negócios rurais nos Estados Unidos. Essas tecnologias têm se mostrado particularmente eficazes em áreas como fruticultura, aplicação de defensivos agrícolas e análise de solo. Com a adoção dessas inovações, os produtores conseguem tomar decisões mais assertivas, reduzindo custos de produção e melhorando o manejo de pragas.
“O objetivo desta viagem técnica é capacitar nossos produtores rurais a aplicar a Inteligência Artificial e a robótica no campo, impactando diretamente sua produtividade. Essas tecnologias trazem economia ao custo de produção e ajudam num dos principais problemas atuais: a falta de mão de obra”, explica o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. Durante a visita, os participantes puderam observar como a análise de dados em larga escala pode impactar positivamente a produção rural.
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Experiências práticas e soluções inovadoras
No Vale do Silício, a delegação do Sistema FAEP conheceu a EarthOptics, que desenvolve soluções de análise de solo que conectam dados físicos, químicos, biológicos e genéticos. Essas informações são essenciais para que os produtores possam direcionar suas decisões estratégicas de forma mais eficaz. “É possível integrar mapas digitais, indicadores biológicos, análises preditivas e recomendações agronômicas específicas para cada ambiente dentro da propriedade rural”, destaca Patrick Schwientek, CTO da empresa.
Outra startup visitada foi a BovControl, que atua na digitalização da atividade pecuária, oferecendo ferramentas de rastreabilidade e integração com mercados de crédito de carbono. Atualmente, a plataforma conta com mais de 100 mil fazendas em operação, sendo 60% delas localizadas no Brasil. “A BovControl ajuda o produtor a monitorar o rebanho em tempo real, otimizar custos e garantir a rastreabilidade exigida por frigoríficos e mercados internacionais”, afirma Danilo Leão, fundador da empresa.
Monitoramento e análise de culturas
As visitas também incluíram a Orchard Robotics, que apresentou o sistema Vineyard Robotics, um trator equipado com câmeras que captura até 100 imagens por segundo, permitindo uma análise detalhada das culturas. Essas informações são cruciais para que os produtores possam identificar problemas e planejar as etapas seguintes de sua produção. “A plataforma realiza a contagem de brotos, cachos e frutos, identifica estágios de desenvolvimento e gera estimativas produtivas antes mesmo da colheita”, destaca Sierra Eaton, diretora da Orchard Robotics.
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Na Reservoir Farms, o robô chamado Emma realiza o monitoramento automatizado das lavouras. “O robô surgiu da necessidade de tornar a coleta de dados agrícolas mais acessível, rápida e precisa, principalmente em atividades de identificação precoce de doenças e anomalias nas lavouras”, explica Daniel Lee, CEO e cofundador da ferramenta. Emma tem a capacidade de monitorar até 16 hectares por dia, proporcionando uma análise detalhada sem a necessidade de um agrônomo, o que representa uma significativa economia de tempo e recursos para os produtores.
Desdobramentos e impactos no setor rural
Os conhecimentos adquiridos pelos ruralistas paranaenses durante a viagem ao Vale do Silício podem levar à adoção de robótica e IA em suas propriedades, contribuindo para a redução de custos e mitigando a falta de mão de obra no campo. Essa transformação tecnológica é essencial para que os produtores possam tomar decisões mais assertivas, reduzir custos de produção e aumentar a eficiência no manejo de pragas, assegurando a competitividade do setor agropecuário paranaense no cenário global.
