Renan Santos critica duramente Sergio Moro durante congresso do Missão
Em um discurso contundente durante o congresso nacional do Missão realizado em Curitiba, Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido, lançou críticas pesadas ao senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL). Na fala, Renan não poupou adjetivos e chamou o ex-juiz da Lava Jato de “rato”, “fraco” e “derrotado”.
Apesar da abordagem agressiva, Renan Santos reconheceu que tem “pouquíssimas críticas” à atuação de Moro no período em que conduziu a Operação Lava Jato, que o colocou em destaque nacional. Foi durante esse trabalho que o então juiz federal liderou processos que culminaram na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A mudança de percepção sobre Sergio Moro na política
Segundo o presidente do Missão, a avaliação sobre Moro mudou radicalmente após sua entrada na política. “O político e homem público é um rato, um fraco, um derrotado”, afirmou Renan durante o evento. Ele ainda relacionou a trajetória do ex-juiz ao combate ao governo do PT e às manifestações que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
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Renan ressaltou que Moro viveu a “destruição do petismo” não só como espectador, mas como parte ativa desse processo. O candidato também abordou o episódio da prisão de Lula, destacando que a condenação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por reconhecer a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o caso e a parcialidade de Moro no julgamento do tríplex do Guarujá.
Críticas também a Deltan Dallagnol e sequência de ataques
Além de Sergio Moro, Renan Santos direcionou severas críticas ao candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR), que atuou como procurador da República na Lava Jato. Renan chamou Dallagnol de “roedor” e afirmou que ele “nasceu para ser vagabundo”, destacando seu papel como um dos principais nomes da acusação na operação.
Essas declarações fazem parte de uma série de ataques do presidente do Missão contra Moro. No congresso do partido em São Paulo, no dia 1º de agosto, Renan já havia classificado o ex-juiz como “um vassalo” e afirmado que ele não teve “a estatura de defender o próprio legado”. Naquela ocasião, Moro foi vaiado e xingado por parte do público presente.
Desde março, Sergio Moro está filiado ao PL, após deixar o União Brasil em meio às articulações para a disputa pelo governo do Paraná. A mudança também marcou sua aproximação com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
