Confrontos e pedidos de direito de resposta dominam debate no Paraná
O debate entre os candidatos ao Senado pelo Paraná, promovido pela Band Paraná, foi palco de intensos embates e 25 pedidos de direito de resposta, dos quais oito foram deferidos. A disputa, marcada por confrontos diretos, trouxe à tona divergências sobre questões estaduais e nacionais, envolvendo temas como segurança pública, atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), feminicídio, infraestrutura e política partidária.
Disputa ideológica entre direita e esquerda ganha destaque
Um dos momentos mais acalorados ocorreu entre Deltan Dallagnol, ex-procurador, e Gleisi Hoffmann, do PT. Deltan questionou a petista sobre sua posição acerca das “saidinhas” de presos e segurança pública. Gleisi rebateu criticando a trajetória de Deltan, incluindo a cassação de seu antigo mandato e as ações da Operação Lava Jato. A réplica de Deltan ressaltou sua elegibilidade confirmada pela Justiça Eleitoral e voltou a cobrar esclarecimentos sobre votações ligadas à segurança. Gleisi, por sua vez, destacou iniciativas do governo federal, como a PEC da Segurança Pública e o combate ao crime organizado. Esse embate sintetizou a forte presença do debate nacional, especialmente de Brasília, mesmo em questões que começaram com foco no Paraná.
Banco Master e política partidária inflamam discussão entre Cristina Graeml e Filipe Barros
Cristina Graeml e Filipe Barros protagonizaram outro confronto relevante. Cristina questionou Barros sobre um projeto de 2024 relacionado ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, associando a discussão ao Banco Master. Barros defendeu sua proposta, afirmando que visa proteger os clientes das instituições financeiras. Logo, o debate migrou para a política partidária, com Barros acusando Cristina de se aproximar do PSD e dividir votos da direita. Cristina respondeu que foi convidada pelo governador Ratinho Junior para integrar o partido, rejeitando as acusações de abandono político. Esse episódio evidenciou a disputa interna pelo eleitorado conservador, que será decisiva na corrida às duas vagas ao Senado.
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Violência contra a mulher e feminicídio geram embate entre candidatas
Gleisi Hoffmann e Cristina Graeml também se confrontaram sobre estratégias para combater a violência contra a mulher e o feminicídio. Gleisi questionou Cristina sobre suas propostas, que incluíram medidas como castração química para estupradores e pedófilos, redução da maioridade penal e ações mais rígidas contra facções criminosas. Cristina ressaltou iniciativas do governo do Paraná, enquanto Gleisi defendeu a colaboração entre os governos federal e estadual no enfrentamento do problema. O debate ganhou contornos políticos ao envolver referências a Jair Bolsonaro e Ratinho Junior, ampliando a disputa para o âmbito nacional e estadual.
STF e Judiciário são temas recorrentes no debate
O Supremo Tribunal Federal esteve presente em várias discussões. Alexandre Curi questionou Dr. Rosinha sobre possíveis medidas diante de supostos excessos da Corte. Rosinha defendeu mandatos de oito anos para ministros do STF, maior transparência no Judiciário e análise rigorosa dos processos de impeachment quando houver crime comprovado. Curi propôs modificações na escolha dos ministros, ampliação da fiscalização e diminuição do peso político nas indicações. Filipe Barros, Cristina Graeml e Deltan Dallagnol também defenderam que o Senado exerça uma atuação mais firme perante o Supremo. O tema do Judiciário revelou a preocupação dos candidatos com a relação entre os poderes e a atuação institucional.
Infraestrutura, rodovias e pedágios entram na pauta
Além das questões nacionais, a infraestrutura do Paraná esteve em destaque. Filipe Barros questionou Alexandre Curi sobre os altos índices de acidentes nas estradas e as soluções para melhorar a malha viária estadual. Curi defendeu maior investimento federal, mencionando ferrovias, duplicações, o contorno ferroviário de Curitiba e obras estratégicas para diversas regiões. Barros lembrou os problemas com antigas concessões de pedágio e afirmou que pretende fiscalizar os novos contratos para garantir a execução das obras previstas caso seja eleito senador.
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Debate evidencia polarização e desafios para as duas vagas ao Senado
O encontro revelou que a disputa por duas vagas ao Senado no Paraná terá forte componente ideológico e estratégico. Segurança pública, STF, corrupção, Banco Master, feminicídio, rodovias, pedágios e as influências dos governos Lula, Ratinho Junior e Jair Bolsonaro foram temas recorrentes. Os 25 pedidos de direito de resposta e os oito deferidos demonstram a intensidade dos confrontos entre os seis candidatos, refletindo uma campanha marcada por embates diretos e a busca por consolidar apoio em diferentes segmentos do eleitorado.
