Arte que pode ser tocada, ouvida e sentida
Curitiba apresenta uma exposição inovadora na Biblioteca Pública do Paraná que convida o público a experimentar a arte de forma inclusiva. A mostra reúne obras de três mulheres com deficiência, que desafiam os padrões tradicionais sobre quem pode criar e consumir arte. O objetivo é ampliar as maneiras de interagir com as peças, oferecendo uma experiência sensorial completa.
“Por que não pensar numa pessoa cega que faz uma arte que é totalmente visual, uma pessoa surda que faz uma arte que é para quem escuta e por aí vai? Romper esse padrão ainda presente na percepção das pessoas é essencial”, explica a artista Laura dos Santos.
Processo criativo e diversidade de experiências
A exposição destaca a diversidade entre as artistas, que enfrentam diferentes tipos de deficiência. Paula Roque, uma das criadoras, ressalta a variedade de adversidades que existem, desde surdez até mobilidade reduzida, e valoriza a troca entre elas durante o processo de criação.
“Cada uma tem a possibilidade de criar e é muito importante que tenhamos essa troca para enriquecer nossas obras”, afirma Paula.
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Interação física com as obras
Mais do que observar, o público é convidado a interagir com as obras. A curadora Andressa Medeiros explica que muitas peças são táteis, permitindo que os visitantes explorem a arte com todo o corpo, ampliando a percepção sensorial e o envolvimento.
“Você pode entrar nas obras, tocar e sentir, porque uma das intenções da exposição é abrir novas possibilidades de percepção”, destaca Andressa.
Acessibilidade no Museu Oscar Niemeyer
O Museu Oscar Niemeyer (MON) também investe em acessibilidade com o projeto MON para Todos. O programa oferece letras ampliadas, sons, textos em braile e traduções em Libras para facilitar a visita das pessoas com deficiência.
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Além disso, o MON dispõe de uma sala de acomodação sensorial para visitantes autistas e neurodivergentes, espaço aberto ao público para ser utilizado em momentos de desconforto.
Mapa sensorial para orientar visitantes
Outra iniciativa do museu é o mapa sensorial, que indica os principais estímulos sensoriais em cada área, ajudando os visitantes a se prepararem para a experiência e a encontrarem espaços adequados caso sintam desconforto.
A arquiteta Marina Pasetto explica: “O mapa sensorial mostra o que esperar em cada espaço, facilitando o acesso e o conforto dos visitantes”.
