Erro na estratégia de campanha no 2º turno
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do Republicanos, identificou o protagonismo concedido ao deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) como o maior equívoco da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial do segundo turno. Cunha destaca que essa decisão impactou diretamente o desempenho eleitoral em Minas Gerais, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter o resultado do primeiro turno.
Segundo o ex-parlamentar, o principal cabo eleitoral de Flávio no estado foi Nikolas Ferreira, e não o governador eleito e correligionário Cleitinho Azevedo. “Flávio cometeu o maior dos seus erros, em deixar que o deputado Nikolas Ferreira colocasse em prática a sua estratégia de captura do bolsonarismo. Por mais méritos que ele tenha na forma de se comunicar, ele fala essencialmente para a bolha do bolsonarismo, não agrega votos fora desse grupo e, pelo contrário, aumenta a rejeição”, avaliou Cunha em artigo publicado pelo Poder360.
Impacto da escolha na disputa mineira
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno em Minas Gerais com quase cinco pontos percentuais de vantagem sobre Lula, obtendo 48,24% contra 43,33%. No entanto, na votação final, perdeu por 50,43% a 49,57%. Cunha questiona a opção de não ter entregue a campanha do segundo turno ao governador eleito Cleitinho Azevedo, que alcançou 53% dos votos válidos no primeiro turno, contra 30% de Nikolas Ferreira.
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“Qual a razão de não ter entregue ao governador eleito de Minas a campanha no segundo turno, já que ele teve 53% dos votos válidos no primeiro turno, contra 30% de Nikolas?”, questionou Cunha, ressaltando a incoerência da estratégia adotada.
Dúvidas sobre as intenções de Nikolas Ferreira
No mesmo artigo, Cunha expressa suas dúvidas quanto ao real interesse de Nikolas Ferreira na vitória de Flávio Bolsonaro. “Eu custo a acreditar que Nikolas desejava a vitória de Flávio, pois a ele só interessa o embate. Como fazer esse embate tendo seu aliado no governo e a obrigação de defendê-lo? O mais difícil de entender é por que entregar a campanha inteira do segundo turno a alguém que claramente busca criar seu próprio ‘nikolismo’”, apontou.
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Fonte: belzontenews.com.br
Críticas ao formato dos atos de campanha
O ex-presidente da Câmara também criticou o formato dos atos públicos organizados por Nikolas Ferreira, conhecidos como “bloquinhos” de rua. Para Cunha, essas ações não contribuíram para ampliar a base eleitoral, mas sim para aumentar a rejeição. “Faz sentido promover bloquinhos de Carnaval, dançando em carro elétrico, como se o destino do país fosse decidido em um baile? Essas estratégias não só retiraram votos em várias cidades, como também ampliaram a rejeição de Flávio, especialmente entre os eleitores indecisos”, concluiu.
