Presença feminina nas empresas do Paraná
Mulheres estão à frente de 45,3% das empresas ativas no Paraná, totalizando 906.340 Negócios, segundo dados do Sebrae Paraná de agosto de 2026. Esse número demonstra um avanço significativo do empreendedorismo feminino no estado, refletindo sua importância para a economia local. No entanto, o panorama muda quando o foco recai sobre o setor de inovação, sobretudo nas startups, onde a liderança feminina é ainda restrita.
Desafios no ecossistema de inovação
Em âmbito nacional, 10,4 milhões de mulheres são proprietárias de negócios, representando 34% dos empreendedores. Mesmo assim, apenas 18% das startups cadastradas na Plataforma Sebrae Startups têm mulheres na liderança. A disparidade se estende à composição das equipes fundadoras: no Brasil, apenas 19,9% dos fundadores de startups são mulheres, indicando a predominância masculina no setor de tecnologia e inovação.
Um fator que contribui para essa realidade é o empreendedorismo por necessidade. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2020 apontam que 82% das mulheres empreendem para gerar renda, concentrando-se em áreas como alimentação, beleza, moda e serviços domésticos. Esses segmentos exigem menor investimento e acesso a redes especializadas, diferentemente dos negócios tecnológicos, que demandam capital e desenvolvimento intensivo.
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O papel das aceleradoras e os obstáculos enfrentados
Marilucia Silva Pertile, CEO e cofundadora da Start Growth, aceleradora e investidora de startups, destaca as dificuldades enfrentadas pelas empreendedoras, especialmente o tratamento desigual por parte de investidores. Apesar dos desafios, ela reconhece os avanços na participação feminina na fundação de startups, embora os números nacionais ainda mostrem grande distância em relação aos homens.
O crescimento do empreendedorismo feminino no Paraná evidencia o potencial das mulheres para o desenvolvimento econômico do estado. No entanto, o acesso a capital, a inserção em redes de investidores e as oportunidades para negócios inovadores permanecem como barreiras que limitam a presença feminina no ecossistema de startups.
Assim, a ampliação da participação das mulheres em setores de alta tecnologia continua sendo um desafio relevante para o empreendedorismo brasileiro, que precisa superar desigualdades para fomentar um ambiente mais inclusivo e diversificado.
