Evento une diferentes vertentes do hardcore e punk em Curitiba
O Buffalu’s Jack RockFest marca presença no calendário cultural de Curitiba ao reunir três bandas paranaenses que exploram o hardcore por caminhos diversos. Marcado para o dia 27 de setembro, o festival será realizado no Belvedere Casa de Cultura a partir das 18h, apresentando as performances de Buffalu’s Jack, Tropical Drama e Dedo Podre. A iniciativa é da BullJack Produções, um projeto independente ligado à própria Buffalu’s Jack, que promove um encontro entre estilos distintos dentro do universo do hardcore.
Três propostas distintas que refletem a cena independente
O diferencial do Buffalu’s Jack RockFest está na diversidade sonora das atrações. Em vez de agrupar bandas com sonoridades semelhantes, o festival opta por destacar as particularidades que cada grupo traz ao hardcore. Buffalu’s Jack, anfitriã da noite, é uma banda que atua desde o início da década de 2010 no circuito independente do Paraná. Seu som combina influências do hardcore californiano e do punk rock com elementos da música brasileira e referências culturais locais, criando o conceito de Hardcore dos Pinheirais. Essa abordagem regionaliza o gênero, afastando-o da associação exclusiva com referências internacionais e conectando-o às experiências do sul do Brasil.
Essa postura também revela um movimento importante dentro da cena independente: o protagonismo dos artistas na criação de seus próprios espaços de circulação, aproximando produção autoral, público e organização dos shows.
Leia também: Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos e deixa legado marcante na TV brasileira
Leia também: Exposição “No mundo do imaginário” reúne arte contemporânea em Curitiba
Tropical Drama traz influências do metalcore e post-hardcore
Representando uma faceta mais contemporânea, a Tropical Drama, de Araucária, traz ao festival uma mistura de metalcore e post-hardcore. A banda combina riffs pesados com vocais melódicos e screamos, lembrando nomes como Bullet For My Valentine e A Day To Remember, que ampliaram o alcance do hardcore e metalcore nos anos 2000. Algumas músicas da Tropical Drama contam com produção de Vini Rodrigues, integrante da Gloria. Sua presença amplia a diversidade sonora do festival, mostrando um hardcore menos tradicional e mais ligado às linguagens pesadas do rock alternativo e metal das últimas décadas.
Dedo Podre representa o hardcore mais direto e rápido
Completa a programação a Dedo Podre, com uma proposta rápida e crua, próxima do punk rock clássico. A banda privilegia a velocidade, atitude e estruturas simples, características que definiram o underground do hardcore. Inspirada por grupos como Ramones, referência fundamental do punk nova-iorquino, a Dedo Podre reforça a estética de canções curtas e intensas que influenciou muitas gerações.
Assim, o festival traça um percurso que vai do punk tradicional às vertentes mais recentes do hardcore, com a Buffalu’s Jack trazendo uma identidade regional, a Tropical Drama incorporando elementos do metalcore e post-hardcore, e a Dedo Podre resgatando as raízes do punk.
Leia também: Detonautas inicia venda de ingressos para show em Curitiba: confira valores e detalhes
Leia também: Reggae Day Festival 2026: Big Mountain e Armandinho lideram evento em Curitiba
Importância do festival para a cena independente paranaense
O Buffalu’s Jack RockFest insere-se em um movimento maior de valorização da produção autoral e circulação de bandas independentes em Curitiba e região. Eventos como este funcionam como pontos de encontro para artistas que dependem do circuito local para apresentar seus trabalhos e construir público. Reunir diferentes vertentes em uma única programação amplia a visão sobre a diversidade da cena pesada paranaense, que vai além de uma única estética, incluindo punk, hardcore, metalcore, post-hardcore e outras linguagens que frequentemente compartilham os mesmos espaços.
O festival acontece no Belvedere Casa de Cultura, com ingressos a partir de R$ 20, vendidos diretamente pelas redes sociais da Buffalu’s Jack, Tropical Drama, Dedo Podre e do próprio espaço cultural.
