curitiba no topo do ranking de congestionamentos
Surpreendentemente, a cidade de Curitiba, no Paraná, detém o título de capital brasileira onde os motoristas passam mais tempo parados no trânsito. De acordo com o TomTom Traffic Index de 2025, a famosa cidade é vista como um exemplo em mobilidade urbana, mas, paradoxalmente, os dados revelam que os motoristas curitibanos perdem até 135 horas por ano em congestionamentos. Essa informação desafia a noção comum de que São Paulo, a maior cidade do Brasil, seria a mais afetada.
O ranking, publicado anualmente pela empresa holandesa TomTom, se baseia em dados de GPS anônimos e tempos reais de tráfego em diversas cidades ao redor do mundo. Com mais de 15 anos de história, o índice utiliza algoritmos sofisticados que filtram anomalias, como trajetos não finalizados e desvios de sinal, a fim de apresentar uma análise precisa do trânsito.
Dados do Estudo e Comparação entre Capitais Brasileiras
Conforme o levantamento, a medição foi realizada considerando o tempo que um motorista leva para percorrer uma distância de dez quilômetros, duas vezes por semana, em horários de pico. Curitiba, com seus 135 horas perdidas ao ano, é seguida de perto por São Paulo, que apresenta um tempo de 132 horas. Recife e Belo Horizonte empatam em 130 horas, enquanto Porto Alegre e Fortaleza registram 125 e 121 horas, respectivamente. Confira a lista completa das capitais brasileiras com mais congestionamentos:
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Fonte: diariofloripa.com.br
- 1º – Curitiba (PR) – 135 horas
- 2º – São Paulo (SP) – 132 horas
- 3º – Recife (PE) – 130 horas
- 4º – Belo Horizonte (MG) – 130 horas
- 5º – Porto Alegre (RS) – 125 horas
- 6º – Fortaleza (CE) – 121 horas
- 7º – Rio de Janeiro (RJ) – 92 horas
- 8º – Salvador (BA) – 81 horas
- 9º – Brasília (DF) – 58 horas
Fatores que Contribuem para o Trânsito em Curitiba
Curitiba, com uma população de aproximadamente 1.830.795 habitantes, segundo o IBGE, tem fatores que contribuem para sua posição no ranking. Uma explicação é a alta densidade de veículos, que alcançou 1.815.014 no início deste ano, resultando em quase um veículo por habitante. Desse total, cerca de 60% são automóveis, sem contar os veículos de outras cidades que também utilizam as vias curitibanas.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Outro ponto relevante é a metodologia do TomTom, que tende a favorecer cidades com trajetos maiores. Assim, enquanto São Paulo pode ter um alto volume de tráfego em sua vasta malha viária, os trajetos de dez quilômetros considerados para o ranking podem representar uma parte significativa da estrutura viária de Curitiba, elevando ainda mais os números de congestionamento.
Esse cenário coloca Curitiba em um dilema interessante: a cidade é frequentemente admirada por sua infraestrutura de transporte público e por suas iniciativas em mobilidade sustentável. No entanto, o aumento da frota de veículos particulares e os seus impactos no trânsito revelam a necessidade de novas estratégias e investimentos em transporte público e alternativas de mobilidade.
