Um Ranking de Qualidade de Vida no Brasil
Em um estudo que avalia a qualidade de vida nas capitais brasileiras, fatores como saneamento básico, áreas verdes e infraestrutura são considerados essenciais. O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025 apresenta um panorama sobre quais cidades oferecem condições de vida adequadas, além de recursos financeiros. Surpreendentemente, o resultado do ranking, que foi elaborado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Social Progress Imperative, revela novas perspectivas sobre bem-estar urbano.
O IPS, que analisa 5.570 municípios brasileiros, utiliza 57 indicadores sociais e ambientais organizados em três categorias: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Diferente de outros índices econômicos, como o PIB, o IPS reflete a realidade de como a infraestrutura é acessada pela população. Os dados utilizados na avaliação são extraídos de fontes oficiais, como IBGE, DataSUS e Anatel. A média nacional de qualidade ficou em 61,96 pontos, evidenciando a variação nas condições de vida entre as diferentes regiões do Brasil.
Os Destaques do Ranking
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A liderança do ranking é ocupada por Curitiba, no Paraná, que alcançou 69,89 pontos e é eleita a melhor capital para se viver no Brasil. A cidade se destaca pela área verde, com 68 m² por habitante, além de uma cobertura de água tratada de 100% e 99,3% de coleta e tratamento de esgoto. O sistema de transporte BRT, implementado em 1974, é referência para outras cidades ao redor do mundo.
Logo atrás, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, obteve 69,63 pontos, sendo reconhecida pela arborização urbana. Com 91,4% das ruas arborizadas, a cidade é a única no Brasil a receber o título de Tree City of the World por seis anos consecutivos, além de ter uma média de 70 m² de área verde por habitante, superando os padrões da OMS.
Brasília, a capital do país, ocupa o terceiro lugar com 69,04 pontos, destacando-se nas dimensões de Necessidades Humanas Básicas e Fundamentos do Bem-Estar. Desde 1987, Brasília é Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, e continua a ser um exemplo de planejamento urbano inovador.
São Paulo, por sua vez, apresenta 68,88 pontos, ficando em quarto lugar. A metrópole se destaca pela cobertura de saúde e educação superior, além de seu robusto acesso à informação.
Por sua vez, Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO) marcam presença no top 5 com 68,22 e 68,21 pontos, respectivamente. Belo Horizonte se destaca por seu sistema de saúde e mobilidade urbana, enquanto Goiânia é reconhecida por suas áreas verdes e arborização significativa.
Palmas, a capital mais nova do Brasil, surpreende ao conquistar 68,18 pontos, mostrando que um planejamento urbano eficaz pode trazer resultados rápidos e positivos. Florianópolis e João Pessoa também se destacam, com 67,91 e 67,00 pontos, mostrando que a qualidade de vida está além das grandes metrópoles.
A partir do 10º lugar, capitais como Vitória, Aracaju e Natal estão na lista com pontuações acima de 60. Ao mesmo tempo, Porto Velho, Macapá e Maceió figuram entre as cidades com piores desempenhos, ressaltando as disparidades sociais no país.
Reflexões sobre a Qualidade de Vida
O IPS Brasil 2025 revela que a verdadeira qualidade de vida não se resume a um alto PIB. As capitais que lideram o ranking, como Curitiba e Campo Grande, demonstram que uma boa gestão em áreas como saneamento e meio ambiente, além do acesso a serviços essenciais, são determinantes para o bem-estar da população. Com essas informações em mãos, é possível entender por que tantas famílias estão buscando uma vida mais equilibrada em centros menores, deixando de lado as grandes metrópoles.
