Virgílio de Oliveira Filho e a Possível Delação Premiada
A Polícia Federal (PF) está analisando uma proposta de delação premiada apresentada por Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS, atualmente detido no Paraná. Virgílio foi transferido para a superintendência da PF em Curitiba, onde já apresentou detalhes sobre os assuntos que pretende delatar e reconheceu sua participação em irregularidades. Os primeiros depoimentos já foram prestados.
Se a PF firmar o acordo, a delação de Virgílio será encaminhada ao ministro André Mendonça, que atua como relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de qualquer homologação, o magistrado terá que ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR), uma etapa essencial para que o acordo tenha validade oficial.
Possíveis Implicações nas Investigações
A colaboração do ex-procurador pode trazer à tona novos elementos cruciais nas investigações, incluindo ligações com o empresário Daniel Vorcaro. Vorcaro é suspeito de ter recebido favorecimento em contratos de empréstimo consignado relacionados ao seu banco. Atualmente, ele encontra-se preso em Brasília e também está em negociação para um acordo de delação premiada.
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Outro nome que pode surgir nas investigações é o de Mauricio Camisotti, empresário investigado por liderar entidades que atuavam com descontos irregulares em pensões e aposentadorias do INSS. Camisotti já selou um acordo de delação e já prestou depoimentos sobre suas atividades.
A Importância da Delação de Virgílio
A delação de Virgílio é considerada estratégica, dado seu histórico como chefe da área jurídica do INSS. O cientista político Melilo Diniz destaca que a adesão de Virgílio à delação da PF só avançará caso ele consiga identificar os nomes dos responsáveis pela pilhagem de recursos do INSS. Diniz avalia: “A aprovação da proposta pela Polícia Federal dependerá da indicação de quem realmente estava por trás do esquema e quem comandava a política por trás disso. É esse tipo de informação que se espera, especialmente considerando a gravidade dos fatos já investigados e o número de envolvidos.”
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Histórico de Investigação e Afastamento
Virgílio de Oliveira Filho foi afastado de seu cargo em abril de 2025 durante o desenrolar das investigações da PF. Ele e sua esposa se entregaram à polícia em novembro do ano anterior, em Curitiba, durante a quarta fase da Operação Sem Desconto. O ex-procurador é alvo de investigações por suposto envolvimento em um esquema que desviou e realizou descontos irregulares em quase R$ 12 milhões em aposentadorias do INSS. Até o momento, a defesa de Virgílio não foi localizada para comentar os detalhes do caso.
