Panorama da disputa pelo Governo do Paraná
O Paraná terá oito candidatos na corrida pelo Governo do Estado nas Eleições 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. A disputa reúne nomes variados, que vão do ex-juiz federal Sergio Moro (PL) ao representante do Partido da Causa Operária (PCO), Adriano Funileiro.
Perfis dos candidatos e suas propostas
Sergio Moro, 54 anos, atual senador, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, é formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e tem mestrado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Moro ganhou destaque nacional com a Operação Lava Jato. Na eleição, concorre com Edson Vasconcelos (PL), empresário e engenheiro civil, como vice. A coligação inclui PL, Novo e Podemos. Moro declarou R$ 1.036.642,25 em bens e seu plano de governo está dividido em cinco áreas: desenvolvimento social, econômico sustentável, cidades e infraestrutura, gestão pública e segurança. Propõe, entre outras medidas, a criação de uma Agência Estadual de Combate à Corrupção e a implantação de uma Tabela SUS Paranaense para ampliar o acesso a serviços de saúde.
Sandro Alex (PSD), 53 anos, advogado e deputado federal desde 2011, foi secretário de Estado de Infraestrutura e Logística durante os governos de Ratinho Junior. O grupo político do atual governador o escolheu para disputar a sucessão. Seu vice é Rafael Greca (MDB), ex-prefeito de Curitiba. Sandro declarou R$ 1.667.125,53 em patrimônio. Seu programa de governo baseia-se no conceito “Cinco Pontes”, com 25 pilares estratégicos, focando em continuidade e aprimoramento das políticas vigentes, incluindo investimentos em infraestrutura, inovação e regionalização da saúde.
Requião Filho (PDT), 46 anos, advogado e deputado estadual desde 2015, disputa pela primeira vez o Governo do Paraná. Tem como vice Michele Caputo (Solidariedade). A coligação reúne diversos partidos da esquerda, como PT, PCdoB e PV. Requião Filho declarou R$ 1.876.342,14 em bens. Defende maior presença do Estado em serviços públicos, revisão de programas educacionais e auditoria no processo de privatização da Copel, com possibilidade de retomada de participação estatal.
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Fonte: cidaderecife.com.br
Alexandre Salomão (Mobiliza), 55 anos, advogado criminalista com atuação em direitos humanos, disputa pela primeira vez. Sua vice é Daiana Criminacio (Mobiliza). Salomão declarou R$ 27,695 milhões em bens, incluindo imóveis e participações empresariais. A campanha defende planejamento estratégico de médio e longo prazo para o Paraná, com foco em desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
Luiz França (Missão), 32 anos, advogado e ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), também estreia em eleições gerais, com João Adolfo como vice. França declarou R$ 144.999,99 em patrimônio. Sua campanha destaca o combate à corrupção e fiscalização da administração pública.
Samuel de Mattos (PSTU), professor de matemática e ex-carteiro, já disputou eleições anteriores pelo partido. Sua vice é Helena Figueiredo. Samuel declarou R$ 1,035 milhão, principalmente em imóvel em Curitiba. Propõe maior participação popular no orçamento e controle público de setores estratégicos da economia, com foco nas pautas dos trabalhadores.
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Fonte: novaimperatriz.com.br
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Tayná Miessa (UP), produtora cultural formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadora nacional do Movimento de Mulheres Olga Benário, concorre pela primeira vez. Willian Araki é seu vice. Tayná declarou R$ 250 mil em patrimônio. Defende ampliação dos investimentos em saúde, segurança e políticas para mulheres, incluindo mais delegacias especializadas e políticas de segurança integradas.
Adriano Funileiro (PCO), mecânico e formado em História, é candidato pelo Partido da Causa Operária, com José Carlos Telles, o Zé Carlos, como vice. Funileiro declarou não possuir bens. Sua plataforma prioriza pautas trabalhistas, como salário mínimo de R$ 7,5 mil e jornada de cinco dias por semana com sete horas diárias, além de propostas voltadas à organização dos trabalhadores.
Patrimônio declarado dos candidatos
Somados, os patrimônios declarados pelos oito candidatos chegam a aproximadamente R$ 33,7 milhões. Alexandre Salomão lidera com R$ 27,695 milhões, seguido por Requião Filho (R$ 1,876 milhão), Sandro Alex (R$ 1,667 milhão), Sergio Moro (R$ 1,036 milhão), Samuel de Mattos (R$ 1,035 milhão), Tayná Miessa (R$ 250 mil), Luiz França (cerca de R$ 145 mil) e Adriano Funileiro, que não declarou bens. Os valores correspondem às informações fornecidas à Justiça Eleitoral e podem não refletir o valor atual de mercado.
