Disputa apertada pelo Senado no Paraná
A corrida por duas vagas ao Senado pelo Paraná apresenta um empate técnico entre cinco candidatos, conforme a pesquisa Real Time Big Data divulgada na segunda-feira (21). O levantamento antecede a liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo).
Segundo o estudo, Deltan lidera com 19%, seguido de perto por Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL), ambos com 18%. Gleisi Hoffmann (PT) marca 16%, enquanto Cristina Graeml (PSD) tem 15%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, esse cenário indica um empate técnico entre os cinco nomes.
Outros candidatos e cenário eleitoral
Em sexto lugar, Dr. Rosinha (PT) aparece com 6%, e Karen Guerreiro (Missão) registra 1%. Joaquim do MLB (UP) e Marcelo Marcelino (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 3%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
A próxima pesquisa poderá refletir mudanças significativas na disputa, especialmente após a decisão do TSE que pode excluir Dallagnol da lista de candidatos.
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Detalhes da pesquisa
Foram ouvidos 1.600 eleitores entre 11 e 15 de setembro de 2026, por telefone e recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais com 95% de confiança.
Impacto da decisão do TSE na campanha de Deltan Dallagnol
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou no sábado (19) a suspensão das atividades de campanha de Deltan Dallagnol. A liminar impede o ex-procurador de realizar atos públicos, veicular propaganda no rádio e na TV, e de receber recursos dos fundos partidário e eleitoral, além de restringir o uso de recursos já repassados. A medida vale até o julgamento final do plenário do TSE.
A ação foi movida pela coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PSol. Eles contestaram a validação do registro de Dallagnol pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), alegando inelegibilidade determinada pelo TSE em 2023.
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O ministro Azevedo Marques entendeu que a decisão do TRE-PR, por quatro votos a três, contraria o entendimento do TSE, que identificou fraude na exoneração antecipada do ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF) em 2021, enquanto tramitavam processos disciplinares contra ele.
Segundo o TSE, a saída antecipada teve o objetivo de evitar sanções, configurando fraude à legislação eleitoral, o que levou à aplicação das regras da Lei da Ficha Limpa, tornando Dallagnol inelegível por oito anos.
O ministro ressaltou que o arquivamento posterior dos processos administrativos não altera a inelegibilidade, pois o fato jurídico da manobra em 2021 permanece válido.
